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Mundo Interessante

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O Progresso

Mas o que vem a ser isso de progresso? Será o progresso mais conforto, mais bem-estar, mais coisas para consumir, menos sofrimento, mais igualdade de direitos? Se a resposta for sim, então parabéns pós-modernos! Pós-modernos, nunca nenhuma geração esteve tão alto na escada humana. Mas e se o progresso significar antes homens mais duros, mais diferenciados, mais egrégios, superiores, com mitologias ricas e afirmadores da vida e do destino? E se esta última hipótese for realmente o que pode ser chamado de progresso? Para pensar...

D. João II - Morreu o Homem!

Quando o rei português D. João II morreu, em 1495, a rainha de Castela, Isabel a Católica, ao receber a notícia do seu falecimento, disse o seguinte: "Morreu o Homem!". O que quis dizer Isabel com isso? O «Homem» significa um homem corajoso, determinado, distinto, valoroso, superior, nobre, digno, reto, cumpridor do prometido, piedoso, desprezador dos inferiores e cobardes. Tudo isso foi D. João II. Ainda hoje tomado como um dos melhores reis portugueses, o Príncipe Perfeito. Quando poderemos dizer novamente "Morreu o Homem!"?

A Crua Realidade

Ao olharmos para a realidade, com os olhos bem abertos, vemos o perpétuo devir e a luta de forças que a caracteriza. A realidade não sabe o que é descanso ou permanência. Ela é crua e está sempre aí, quer queiramos quer não. Não podemos suspender a realidade, estamos vivos e caminhamos em direção à morte. Durante o tempo que existimos, um tempo muito curto, somos rodeados de todos os lados por uma contínua incitação à reação e à ação. Estamos aí no mundo, lançados na vida sem escolha. Temos que escolher o nosso próprio destino, dada a ausência de sentido do viver. Talvez a maior amargura dos homens seja a frustação perpétua que significa o estar vivo. Realizamos desejos, mas estes continuam sempre a vir, sempre a nascer, o que significa que a existência humana são uns eternos vir-a-querer-ser e vir-a-querer-ter. Não existem pausas, a realidade é dura, é indiferente às nossas aspirações e até mesmo indiferente ao nosso nascimento e falecimento. Pura e simplesmente, não existe fuga possível à crua realidade, a não ser a morte.

O Sentido da Vida

Se perguntarmos a 100 pessoas qual é o sentido da vida provavelmente obteremos 100 respostas diferentes. Dado que existem tantas interpretações, tantas verdades, chegamos à conclusão lógica que não existe um sentido para a vida exterior a nós mesmos, um sentido que tenha uma realidade concreta independentemente dos seres humanos. Podemos dizer que o sentido da vida é apenas interpretação. Sendo assim, o sentido da vida é apenas aquele que nós construímos, aquele que nós imaginamos. Isto pode levar ao niilismo, mas é em boa verdade uma grande oportunidade para nós: que cada um crie o sentido para a sua própria vida! Assim tornamo-nos artistas, deuses, criadores do sentido da nossa própria existência. É imperativo criar esse sentido, pois sem ele somos como barcos à deriva num oceano desprovido de valor, o grande oceano da vida. O que espera? Crie agora mesmo um sentido para a sua vida. Quando temos um propósito, um objetivo, conseguimos manter à distância a angústia do niilismo, conseguimos aguentar muito melhor as adversidades da existência e conseguimos superar as nossas fraquezas. Um sentido para a nossa vida funciona como cores vivas que preenchem um espaço outrora cinzento e sombrio. Seja o criador do seu próprio destino!

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