Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]

Mundo Interessante

Mundo Interessante

Os Bórgia

Lucrécia Bórgia

Bórgia é o sobrenome de uma família espanhola que se notabilizou em Itália na época do Renascimento. Os seus elementos mais ilustres ficaram conhecidos como a primeira família criminosa da história. Entre a sua linhagem encontram-se cardeais, bispos, duques e papas, entre os quais merecem destaque quatro figuras: os papas Calisto III e Alexandre VI e os príncipes César e Lucrécia.

A infâmia dos Bórgia era ainda um esboço, quando o nepotismo de Calisto III ajudou a criar o terrível temperamento que veio a ser encarnado pelas gerações posteriores. Na corte que Calisto III instituiu em seu redor viria a sobressair Rodrigo, o seu sobrinho.

Rodrigo ocupou o trono pontifício de 1492 a 1503, adquirindo como nome papal o de Alexandre VI. E foi aqui que a imagem da família Bórgia ficou transfigurada com os actos bárbaros executados por este chefe da Igreja Católica. Alexandre VI foi homem de muitas mulheres. Do envolvimento com Vanozza de Catanei nasceram quatro crianças, entre as quais se destacam César, dado à luz em 1475, e Lucrécia, nascida em 1480. Precisamente com Lucrécia foi acusado do mais terrível de todos os crimes: o incesto (nunca provado, mas sempre falado).

Lucrécia Bórgia foi instrumentalizada pelos familiares mais próximos, tendo-se casado por várias vezes para criar e satisfazer as conveniências políticas de seu pai. Não se julgue, contudo, que Lucrécia foi apenas uma vítima inocente, pois a sua forma de estar coadunava-se com o período amoral em que viveu.

César não degenerou e a sua personalidade coincidiu na perfeição com a do progenitor, inclusive na relação de incesto com Lucrécia. Ao longo da sua vida, fomentou e manteve conflitos políticos com famílias rivais, como os Varani, os Orsini, os Vitelli e os Sforza.

Alexandre VI faleceu em 1503, vitimado pelo veneno que ele próprio tinha destinado a um inimigo. Já César faleceu em 1507, em Espanha, combatendo sozinho uma vintena de adversários. Lucrécia viu o final dos seus dias, em 1519, quando dava à luz o décimo primeiro filho.