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Mundo Interessante

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O Paganismo

Quando perguntamos a alguém «o que é o paganismo?», a resposta costuma ser «o paganismo é a crença em muitos deuses.» Essa resposta habitual é extremamente redutora. Muitas das características do paganismo são mais importantes do que o seu politeísmo. Ser-se pagão não é apenas acreditar em muitos deuses, é muito mais do que isso: é ser natural; é encarar este mundo como o único que existe, não saber o que é a metafísica; é acreditar que o propósito da vida é fazer o mesmo que os antepassados fizeram; é não ver finalidade na existência, é acreditar que a vida no futuro será igual ao que é hoje; é ver o tempo como algo circular, que sempre retorna ao ponto de partida; é encarar as paixões como boas e aquilo que diminui a vitalidade como algo a ser evitado; é querer ser superior aos demais, evitar a humilhação (ser-se humilde é uma forma de humilhação, ambas as palavras pertencem ao mesmo campo semântico); é não saber o que é o pecado, os remorsos ou a culpa, atribui-se todas as responsabilidades aos deuses; é querer manter a tradição e evitar aquilo que é novo (o nosso desejo de progresso é antipagão por definição); é não avaliar o valor da vida, mas afirmá-la mesmo nos seus aspetos mais sombrios; é respeitar os antepassados como se estes fossem deuses e também respeitar as pessoas idosas (a nossa moderna falta de respeito para com os idosos é totalmente antipagão); é não procurar explicar o funcionamento do mundo (os povos pagãos desprezam a Ciência), manter as interpretações do mundo tal como sempre foram. O paganismo é natural, conservador, instintivo, ritual, afirmador da vida e completamente inocente.

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