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Mundo Interessante

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O humor na pós-modernidade (parte 2)

Para esclarecer os meus estimados leitores sobre o meu post anterior sobre o humor posso acrescentar o seguinte: o gozo, a audácia, a alegria, a sátira, até mesmo o insulto, é tudo pagão, é tudo bom. O cristianismo imprimiu no coração dos homens uma seriedade que nega a vida e a alegria, limitando as virtudes pagãs acima referidas. O insulto, por exemplo, era para os pagãos sinal de vitalidade e bondade (a atitude bélica sempre foi uma virtude sob o ponto de vista do paganismo). O humor pós-moderno, pelo contrário, é sinal de decréscimo de vitalidade. Este humor distorcido está fundado na crítica à autoridade, crítica essa embebida na moral cristã. O humor pós-moderno também pretende criar uma atmosfera de contentamento fácil e segue a moral doentia pós-moderna na sua crítica às diferenças. O facto de os humoristas pós-modernos evitarem as graças racistas e difamatórias é para mim sinal da omnipresente moral cristã pós-moderna. Outro facto: o humor acaba por mimar os homens, tornando a sua dureza obrigatória em sentimentalismo nojento. Os homens devem ser duros, não corações de manteiga!