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Mundo Interessante

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Nietzsche: O Último Homem

Quando olho para a esquerda ou para a direita, para cima ou para baixo, temo que a previsão de Nietzsche sobre o último homem está correta. A moral burguesa venceu (parabéns aos vencedores!) e hoje o homem vive para os pequenos prazeres, piscando o olho. O que significa o piscar de olho que o último homem lança para nós? Significa que a astúcia mesquinha, a astúcia das pequenas vitórias, venceu. Falta uma grande esperança, isto é, homens que sintam desprezo pela felicidade e que criem um projeto magnífico, algo que dure tanto como o bronze. As nossas vidas são insignificantes, faltam vidas que sejam uma obra de arte, como as vidas de César, Petrónio ou Napoleão. Falta um super-homem, alguém que provoque um terramoto no nosso modo de viver. Aqueles que seguem o meu blogue já sabem que eu sinto um enorme desprezo pela moral judaico-cristã e pela moral burguesa (a herdeira da primeira moral). Acredito até aos ossos que só a moral pagã pode criar homens excelentes, honrados e nobres. Considero Nietzsche um visionário, e sofro com a paisagem humana dominante na pós-modernidade. Na minha opinião, o último homem, o homem pós-moderno, é o pior homem da história universal. Infelizmente, com muita pena minha, Nietzsche acertou na sua profecia.

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