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Mundo Interessante

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Napoleão Bonaparte


Imperador dos franceses (1769-1821).

Estudou nas escolas militares de Brienne e Paris e, em 1793, com 24 anos, comandava já unidades de Artilharia. Em 1796, partiu para Itália, onde liderou um corpo expedicionário que derrotou os piemonteses e os austríacos. Dois anos depois, estava em Malta, que conquistou aos ingleses. Partiu para o Egipto e entrou no Cairo, depois de esmagar os turcos. Após a sua armada ter sido derrotada por Nelson na Batalha do Nilo (1798), acabou por partir para França.

A 9 de Novembro de 1799, deu-se um golpe de Estado, Napoleão foi nomeado primeiro-cônsul, instituindo uma ditadura militar. Em 1801, derrotou os austríacos em Marengo e consolidou a posição da França.

Com as mãos livres, podia fazer o que tanto ansiava: criou uma formidável máquina militar e fez nascer uma nova estrutura, o Corpo de Exército, que aglutinou quatro divisões. Foi mais longe e juntou os Corpos de Exército, formando o Grande Exército, que estava subordinado às suas ordens.

Eleito cônsul vitalício, coroou-se imperador a si mesmo em 1804. Encetou reformas administrativas, educacionais e legislativas (Código Napoleónico) e reestruturou por completo o Exército.

A guerra voltou a reatar-se com os ingleses e rapidamente se estendeu a russos e austríacos. Pensava atacar Inglaterra, mas Nelson derrotou a sua armada em Trafalgar, obrigando-o a abandonar quaisquer planos de invasão. Optou por combater em terra e, em 1805, derrotou austríacos e russos nas batalhas de Ulm e Austerlitz. Os prussianos, por seu turno, foram batidos um ano mais tarde em Auerstadt.

Tornou-se o árbitro da Europa. Pensou em subjugar os ingleses com um bloqueio continental. Lançou os seus exércitos à conquista de Espanha e Portugal, a partir de 1808, mas sofreu sucessivas derrotas. Em Junho e Julho de 1808, surgiram insurreições no Porto e noutras terras contra os invasores franceses, que foram derrotados nas batalhas de Roliça (a 17 de Agosto) e de Vimeiro (a 21 de Agosto). Na Convenção de Sintra, assinada a 30 de Agosto, estipulou-se a evacuação francesa.

Na segunda invasão francesa, em Março de 1809, foram novamente vencidos, mas sob a chefia de Massena invadiram pela terceira vez em Junho de 1810. Os franceses perderam na Batalha do Buçaco (a 27 de Setembro) e foram retidos nas linhas fortificadas de Torres Vedras. A 17 de Abril de 1811, deixaram por completo Portugal. Porém, em Espanha, os confrontos entre as forças aliadas e os invasores continuaram até à Primavera de 1814. Com as invasões francesas, as finanças públicas agravaram-se, assim como as condições de vida dos portugueses. Napoleão obrigou à mudança da Corte portuguesa para o Brasil.

Em 1812, invadiu a Rússia. Travou e ganhou a Batalha de Borodino e entrou em Moscovo, mas foi obrigado a retirar. Em 1813, ainda conseguiu vitórias em Lutzen, Bautzen e Dresden, mas sofreu um sério revés em Leipzig. Forçado a abdicar, partiu para Elba em 1814.

Os Bourbons, porém, rapidamente se mostraram impopulares e Napoleão regressou (1815), sendo aclamado em triunfo pelas massas. Lançou-se de novo no campo de batalha, mas foi derrotado em Waterloo pela combinação de tropas inglesas e prussianas, sob o comando de Wellington e Blucher.

Finalmente, fugiu para Paris, entregou-se aos ingleses e foi levado para Santa Helena, onde permaneceu até à morte.