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Mundo Interessante

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Marqueses de Alorna

Foi primeiro marquês o quarto conde de Assumar, D. Pedro Miguel de Almeida Portugal (1688-1756), que, depois de se distinguir como comandante militar em Espanha e no Brasil, foi nomeado vice-rei da Índia (quando se tornou marquês de Castelo Novo). O título de marquês de Castelo Novo foi-lhe mudado, por carta de 9 de novembro de 1748, para primeiro marquês de Alorna, em duas vidas. Embora o segundo e o terceiro marqueses também se tenham distinguido (o primeiro pelo esforço realizado em reabilitar o seu nome e o do seu parente marquês de Távora, por este ter sido considerado implicado no atentado à vida de D. José, em 1758, e o segundo por ter acompanhado Massena numa das invasões francesas, sendo por tal condenado à morte, o que não se veio a verificar uma vez que se ausentou do país, vindo a morrer em Conisberga), a grande figura desta casa foi uma das irmãs do terceiro marquês, a marquesa D. Leonor de Almeida (1750-1839), a célebre poetisa que na literatura ficou conhecida por Alcipe. A marquesa de Alorna também conheceu grandes amargos por parte do marquês de Pombal por ser neta materna dos terceiros marqueses de Távora, pretensamente ligados, como se referiu, ao atentado a D. José, e por isso esteve enclausurada durante 19 anos no convento de Chelas, de onde só saiu após a morte do rei e consequente queda de Pombal. Foi na clausura que se cultivou e revelou a sua alma de poetisa, convivendo, entre outros, com o poeta Correia Garção, que presidiu à Arcádia Ulissiponense. De entre os seus vastíssimos escritos ficaram célebres as suas Obras Poéticas. Empenhou-se na reabilitação do nome do irmão, o terceiro marquês. Ao consegui-la entrou na posse do título e da fortuna que ao marquês foram confiscados. Em 2000, o título de marquês de Alorna pertencia a D. Fernando José Fernandes Costa Mascarenhas, também marquês da Fronteira, conde da Torre, conde de Assumar e conde de Coculim.