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Mundo Interessante

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Júlio César


General e estadista romano (100-44 a.C.).

Membro de uma antiga família patrícia, em 68 a.C. iniciou-se na carreira senatorial, sendo eleito quaestor, qualidade em que foi enviado à Hispânia Ulterior - que incluía parte da Lusitânia. Foi entretanto pontífice máximo (63 a.C.) e pretor em Roma, em 62 a.C., recebendo no ano seguinte o governo da Hispânia Ulterior, onde voltou como pro-praector.

Com a missão de tomar parte da Lusitânia setentrional e pacificar a central, que já fora conquistada por Bruto, avançou à frente de um poderoso exército, desencadeando um forte ataque contra os lusitanos que habitavam os montes Hermínios. Porém, as suas campanhas militares não se ficaram pelas regiões montanhosas entre o Douro e o Tejo, pois tendo alguns lusitanos fugido para o Norte, conduziu também uma importante expedição naval pelas costas da Galiza, até La Coruña, onde a conquista romana ainda não havia chegado. Após estes sucessos militares, não só quase toda a região entre o Douro e Tejo havia sido pacificada, como a Galiza estava praticamente conquistada.

Entretanto regressado a Roma, celebrou com Crasso, um rico cidadão, e Pompeu, um valoroso general, o chamado "primeiro triunvirato" (59 a.C.), para a divisão de poderes. Ficou, assim, com o consulado e, posteriormente, com o governo das Gálias. Nos anos seguintes, dedicou-se à conquista das regiões livres da Gália (58-51 a.C.), e realizou ainda uma expedição à Bretanha.

Perante a crise política que estalou entretanto em Roma, em sequência da morte de Crasso na Síria (53 a.C.), desejou ascender ao consulado de Roma, mas viu goradas as suas aspirações, por influência de Pompeio, que foi nomeado ditador (52 a.C.) pelo Senado. Decidiu então enfrentar o seu rival e marchou com as suas tropas sobre Roma, o que desencadeou uma guerra civil contra Pompeu e a oligarquia senatorial. Em pouco tempo, apoderou-se da península e entrou na Cidade Eterna, onde foi nomeado primeiro ditador e, posteriormente, eleito cônsul. O conflito continuou e, no início de 48 a.C., perseguiu Pompeu até à Grécia, vencendo-o finalmente na Batalha de Farsália. Em 44 a.C., depois de derrotar os filhos de Pompeu, foi proclamado ditador com poderes soberanos.

Senhor de Roma, empreendeu uma política destinada a limitar o poder do Senado, sanear as finanças do Estado e reformar o sistema monetário, entre outros. Não conseguiu concretizar os seus projetos, pois morreu pouco depois, apunhalado por um grupo de 60 conjurados republicanos chefiados por Bruto, seu filho adotivo.

Tributo a Júlio César