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Mundo Interessante

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Execução dos Távoras

No dia 13 de janeiro de 1759, a tragédia abateu-se sobre o reino de Portugal. Os Távoras, entre outras vítimas, foram sentenciados pelo abominável atentado que sofreu o nosso augusto rei D. José uns meses antes, na noite de 3 de setembro de 1758.

A marquesa, D. Leonor, foi decapitada. Pouco depois, o seu filho mais novo, José Maria, deveria ser garrotado e logo depois quebrado, mas a corda rompeu-se e por isso foi rompido ainda com vida. Luís Bernardo foi garrotado com sucesso e depois rompido. O marquês velho foi rompido em vida: quebrados os seus ossos das pernas e dos braços, do peito e finalmente da face. Todos foram queimados e suas cinzas deitadas ao Tejo. O resto da família ficou a definhar nas escuras e sujas prisões da época.

A nata da aristocracia foi assim eliminada. Nas décadas seguintes, os burgueses ascenderam socialmente e politicamente, e a consequência foi o esquecimento dos valores aristocráticos. A execução dos Távoras é um marco importante: a partir daí, a plebe ascendeu lentamente ao poder. Hoje a plebe reina, enquanto os aristocratas foram relegados para último plano.

A tragédia dos Távoras é uma das vergonhas maiores da história portuguesa! Uma horrível mancha na glória da nossa grandiosa nação, só ultrapassada pelo fim da bela Inês de Castro. A morte, mesmo que merecida, teria de ser pela decapitação, não pelos métodos bárbaros aplicados à grei. Os louváveis serviços dos Távoras à causa nacional, que percorrem os séculos anteriores ao fim da sua Casa, mereciam um fim mais digno, mesmo que, repito, fosse merecido.