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Mundo Interessante

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Crítica da pós-modernidade (VIII)

Quando fazemos sempre as mesmas coisas, fazemos-as com mais perfeição. Os nossos hábitos incorporam-se em nós, e quantos menos forem, mais perfeitamente - e até inconscientemente - os realizamos. No momento em que temos um excesso de experiências para lidar, somos imperfeitos, erramos mais, e somos menos nós mesmos. A pós-modernidade, com as suas múltiplas facetas, promove a dissolução das nossas ações e a ideia que temos do nosso lugar no mundo. O pós-moderno caracteriza-se por se deixar levar por tudo o que vê e por tudo o que ouve, numa vontade louca de abarcar tudo o que é possível. Não conseguimos canalizar todas as experiências com que somos bombardeados pelos órgãos de comunicação num único operar no mundo. Falta aqui a capacidade de seleção daquilo que mais nos pode ser útil na formação de uma personalidade singular e de um novo ponto de vista, com a finalidade de agirmos como um ator no palco da vida ao invés de existirmos apenas como espetadores.