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Mundo Interessante

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Crítica da pós-modernidade (I)

A diferença entre a modernidade e a pós-modernidade é enorme, sendo que o início desta última coloco na década de 60 do século passado, através da contra-cultura que nasce nos Estados Unidos. É nessa época confusa que o mármore que sustenta a civilização ocidental se desgasta e perde o seu valor estético. O bom cristão, homem de família e com a visão do mundo congelada, dá lugar ao ateu individualista que navega sem rumo nem destino. A partir desse tempo, todos os ideais e valores colapsam, e um dedo firme que poderia apontar para uma nova direção encontra-se ausente. Não temos um objetivo coletivo, vivemos sob a tirania do indivíduo. Está profundamente em falta um propósito que molde as ações humanas, uma missão para alcançar, um destino para o Ocidente.

Durante a modernidade, encontramos uma imensa força psicológica nos homens. Todos sabiam o que fazer e como se comportar para alcançar os ideais a que se tinham vergado. Ideais como «liberdade», «igualdade», «progresso», «domínio universal da razão», «eliminação da ignorância pela Ciência», entre outros, agiam como motivadores nos espíritos dos nossos mais recentes antepassados. A arquitetura do mundo era sólida, pois toda a sociedade ocidental se encontrava agregada a esses ideais. Mas, entretanto, com o despontar da pós-modernidade, eis que tudo entra em decadência e os homens já não sabem o que fazer.