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Mundo Interessante

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Condes e Marqueses de Abrantes

O primeiro conde de Abrantes foi D. Lopo de Almeida, por carta de D. Afonso V, datada de 13 de junho de 1476. Entre os seus filhos destacou-se o vice-rei da Índia D. Francisco de Almeida. O título ficaria vago ao tempo de Filipe III, que o incorporou na Coroa, mas na Restauração foi renovado, a 12 de novembro de 1645, por D. João IV, na pessoa de D. Miguel de Almeida, um dos 40 fidalgos que no dia 1 de dezembro de 1640 aclamaram o duque de Bragança como rei de Portugal. Tinha, então, 80 anos. Desde muito jovem nunca aceita o domínio espanhol. No dia da Restauração, D. Miguel de Almeida foi quem disparou o tiro que assinalou a revolução e de uma janela do Paço da Ribeira gritou em favor de D. João IV, tendo sido, entre outros, encarregue de informar a duquesa de Mântua, então vice-rainha de Portugal, do triunfo do movimento. Morreu sem descendência e a casa acabou por vagar de novo para a Coroa. Seria D. João V, por carta de 12 de agosto de 1718, a entregar a D. Rodrigo Anes de Sá Almeida e Meneses (19 de outubro de 1676-30 de outubro de 1733) o título de marquês de Abrantes, de juro e herdade. O marquês de maior referência foi D. Pedro de Lancastre da Silveira Castelo Branco Sá e Meneses (1763-1828), nomeado para o cargo de presidente do Conselho de Regência após a retirada do príncipe regente D. João (futuro D. João VI) e família para o Brasil em 1807. Em 2000, o título de conde e marquês de Abrantes pertencia a D. José Maria da Piedade de Lancastre e Távora, também marquês de Fontes, conde de Vila Nova de Portimão, conde de Penaguião, conde da Sortelha e representante dos títulos de duque de Abrantes e conde de Figueiró.