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Mundo Interessante

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Condes de Odemira

Foi primeiro conde D. Sancho de Noronha, fidalgo que viveu no século XV. Sua mãe era filha bastarda do rei D. Fernando. Juntamente com os Bragança, D. Sancho de Noronha foi um forte instigador da inimizade entre o rei D. Afonso V e seu tio, o regente D. Pedro, morto na Batalha de Alfarrobeira. Com a morte do regente, recebeu do rei a vila e o castelo de Portalegre, mas os habitantes recusaram-lhe vassalagem, pelo que lhe foi entregue o governo de Ceuta, cargo que desempenhou entre 1450 e 1452. Entre 1456 e 1460 esteve de novo em Ceuta. Regressou ao reino, mas três anos depois seguiu novamente para aquela praça africana na companhia do próprio rei e tomou parte nas três tentativas, qualquer delas frustrada, de se apoderar de Tânger. O título foi-lhe concedido por D. Afonso V, através de carta datada de 9 de Outubro de 1446. Sucedeu-lhe sua filha, D. Maria de Noronha, que casou com D. Afonso, primeiro conde de Faro. D. Afonso esteve envolvido na conjura contra D. João II e foi obrigado a exilar-se em Espanha, juntamente com a sua mulher. Foi terceiro conde D. Sancho de Faro, que morreu em 1520, filho dos segundos condes. Foi quinto conde D. Afonso de Noronha, que morreu na Batalha de Alcácer-Quibir. Foi sexto conde D. Sancho de Noronha (1579-1461), filho do anterior titular. Teve somente uma filha, que morreu ainda criança. Foi sétimo conde D. Francisco de Faro e Noronha, que morreu em 1661. Como o sexto conde não deixou geração, a Casa vagou para a coroa, mas D. João IV renovou em D. Francisco de Faro e Noronha (parente ainda do anterior titular) tanto a Casa como as honrarias, pelos serviços prestados por este fidalgo à causa nacional contra o domínio espanhol. Sucedeu-lhe no título sua filha D. Maria de Faro, que casou duas vezes: com o sétimo conde da Feira, sem geração, e depois com o primeiro duque de Cadaval, vindo a Casa e o título a ser incorporados na de Cadaval.