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Mundo Interessante

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A Pós-Modernidade

A era em que vivemos denomina-se de pós-modernidade e teve origem nos Estados Unidos nos anos 60. Este é um tempo marcado pelo ritmo apressado, por um tudo compreender e tudo respeitar, pela novidade, pela ausência de normas metafísicas. O nosso tempo é distinto da modernidade, pois esta última era regida por normas fixas, tradições e respeito pelas autoridades. A pós-modernidade é o fim das hierarquias e das distâncias entre os homens: todos são iguais, a solidão é desprezada pelo rebanho.


O nosso tempo é uma consequência do cristianismo, todos os ideais defendidos pelos pós-modernos têm a sua origem nos ideais cristãos. A solidariedade, a compaixão, a humildade, o altruísmo, são todos valores cristãos que permanecem no mundo pós-moderno apesar do seu fundamento ter sido removido: Deus. É completamente irracional que os pós-modernos defendam os valores acima referidos sem aceitarem uma autoridade superior que os fundamente. Temos aqui um profundo contra-senso que é totalmente ignorado.


Um dos grandes ideais do cristianismo também venceu no mundo pós-moderno: a ascensão dos últimos. No cristianismo os fracos passaram a ser vistos como os melhores, como os únicos merecedores do paraíso. O que acontece atualmente é a vitória desse ideal cristão, pois hoje as minorias, os deficientes, os pobres, os sofredores, são vistos como aqueles que mais próximos estão da bondade, da justiça, da verdade. A pós-modernidade é uma espécie de cristianismo terreno, um cristianismo cujo poder foi retirado dos sacerdotes e entregue a todos. Podemos ver o caso do papa Francisco: a sua mensagem é socialista, é já um cristianismo de todos e para todos, quando a mensagem cristã é, na sua origem, propriedade imaterial dos sacerdotes. A pós-modernidade é herdeira do protestantismo.


A confusão pós-moderna terá uma consequência grave: o valor do homem irá decrescer ainda mais. Quando removemos as hierarquias, a distância entre os homens, a crença em homens superiores e homens inferiores, o próprio valor do homem torna-se mediano, isto é, comum, simples, vulgar. É minha crença fundamental que os homens não são iguais, de que existem homens que devem mandar e outros que devem obedecer. O igualitarismo pós-moderno, consequência do cristianismo e da sua igualdade das almas perante Deus, agora tornado igualdade dos corpos perante o Estado, é profundamente injusto, pois os homens não são iguais. A justiça não está na igualdade, mas sim na desigualdade. A pós-modernidade é profundamente injusta, é a vitória final dos escravos.