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Mundo Interessante

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A Justiça de D. João II

O rei português D. João II, que reinou nos fins do glorioso século XV, tinha uma grande virtude: desprezava os cobardes e amava os corajosos. Em muitas ocasiões libertou condenados à morte após saber que os seus crimes tinham sido cometidos por um motivo nobre. Um rapaz de 17 anos condenado à morte por ter assassinado a sua irmã e um seu amigo, por exemplo, foi posto em liberdade pelo Príncipe Perfeito após este saber que o jovem apenas tinha assassinado os dois devido à falta de caráter do amigo, que aproveitou uma visita a sua casa para ter sexo com a irmã do assassino. Este, ao encontrar os dois atrás de um arbusto em pleno ato sexual, matou os dois para salvar a honra da sua casa e dos seus pais. Este ato honrado era daqueles que D. João II sempre admirava. Aos corajosos, o rei atribuía títulos de nobreza; aos cobardes, o monarca nem sequer os tinha por homens, mas sim por criaturas inferiores. D. João II foi um rei repleto de virtudes, talvez mesmo o maior monarca português de sempre. Hoje estão em falta homens como D. João II, homens para quem o Bem e o Mal estão rigorosamente separados.