Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]

Mundo Interessante

Mundo Interessante

A Alma e o Corpo na Antiguidade

Os antigos não tinham a percepção moderna de uma alma e um corpo juntos no mesmo ser humano em vida e separados logo após a morte. Ao contrário de nós, os antigos acreditavam que após a morte a alma e o corpo continuariam juntos no túmulo do falecido; a alma não migrava para o céu ou para qualquer outro mundo, mas continuava a viver sobre a terra. Era até costume realizarem-se funerais sem corpos, quando os mesmos não eram recuperados, acreditando os antigos que na cerimónia fúnebre enterravam a alma do falecido debaixo da terra. Mesmo nas cremações, prática comum na Grécia e Roma antigas, os falecidos eram queimados juntamente com alguns dos seus pertences. Esta crença é a responsável por encontrarmos túmulos antigos com roupas e outros objetos, tal como acontece nos túmulos do Antigo Egito.

O que aconteceu para atualmente pensarmos de forma diferente? Porque consideramos a alma distinta do corpo? A resposta é o Cristianismo. O Cristianismo considera a alma superior ao corpo e tem a ideia de que existe uma ordem moral no Universo, onde os bons são recompensados e os maus castigados. Assim, após a morte a alma separa-se do corpo e dirige-se para o paraíso ou para o inferno, consoante as ações do falecido em vida. Estas crenças eram desconhecidas pelo povo comum (os homens mais cultos conheciam estas crenças, embora ainda confusas, pelos filósofos gregos) antes do aparecimento do Cristianismo. Os povos pagãos têm em maior estima o corpo e encaram o mundo de forma mais inocente, sem qualquer ordem moral a dirigir os acontecimentos. Por causa da religião cristã, deixamos de acreditar que a alma permanece sobre a terra (no túmulo) após a morte, e por isso já não enterramos as pessoas com objetos, alimentos e dinheiro.